quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

POEMA O EU INTIMORATO

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O EU INTIMORATO

Com luar de aparato
Numa noite de Agosto, de Verão
O eu intimorato
 Estava na colheita do feijão
Traço aqui um auto - retrato 
Estava no bucolismo da terra do camarão
A seara de milho suportava em desiderato
Em desiderato a do feijão, que os pais colherão
De noite, pela fresca, evitando o áspero ingrato!
O calor faria, a apanha, debulhar o grão
Era o jeito, para que chegasse tudo ao prato
A certo ponto… A mãe pôs a mão no coração
 Deixara dois anjinhos a dormir em casa, de facto
 Para seu descanso, só havia uma solução
As duas meninas de colo eram parte do seu estrato
Deixaria de estremecer, se elas fossem espreitadas por um irmão.
Naquele bucólico luar, eu indómito, até fiquei grato
Em jeito de aventura, fui só, era o varão!
A cor do medo não sabia, aceitei cumprir o mandato
 A contento, intimorato, cumpri a missão
Não perfizera seis anos, ainda era iliterato!
A mãe pelo facto de, sem senão, eu ter acolhido a comissão
Mostrou ter ficado admirada, foi bombarato!
Hoje todos sabem a minha aptidão
O eu intimorato! 



Daniel Costa

 
 
 


 

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